3.° Encontro da Sociedade Civil da Bacia Hidrográfica do Rio Doce

Dezenas de conselheiros da sociedade civil se reuniram no Parque Estadual do Rio Doce (PERD)

Entre os dias 2 e 5 de fevereiro de 2026, a Sociedade Civil da Bacia Hidrográfica do Rio Doce realizou seu 3.º Encontro, no Parque Estadual do Rio Doce, tendo como tema principal "Unidos pela água, fortalecendo a gestão participativa". 

O evento, promovido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH Doce), reuniu representantes de diversas instituições da sociedade civil organizada com o objetivo primordial de fortalecer a atuação da sociedade civil na gestão dos recursos hídricos da bacia do Rio Doce que abrange 228 municípios e uma população estimada em 3,5 milhões de habitantes. 

Eu estive representando a sociedade civil de Mutum e o CBH Manhuaçu no encontro que consolidou-se como um espaço fundamental de diálogo, escuta e construção coletiva, promovendo a integração entre os participantes e reforçando a importância da participação social nos processos decisórios relacionados às águas da região.

Ao longo da programação, foram debatidos os principais desafios e perspectivas para a Bacia do Rio Doce. Os participantes também trocaram experiências, compartilharam iniciativas e discutiram estratégias para ampliar o engajamento da sociedade civil nos Comitês de Bacia.

Durante o encontro, os membros da Sociedade Civil aprovaram uma moção referente aos processos de outorga 42799 e 42795, solicitando providência ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) por meio da Unidade Regional de Gestão das Águas. 


Fortalecimento do segmento da sociedade civil no comitê.


Durante as atividades, os conselheiros participaram de inúmeras atividades e dinâmicas voltadas ao fortalecimento das relações, à troca de ideias e à reflexão sobre pontos positivos, potencialidades e aspectos que ainda precisam ser aprimorados para a evolução prática dos temas de interesse da sociedade civil nos projetos e ações socioambientais no hidroterritório. 

O momento foi muito oportuno para avaliar e estimular o trabalho coletivo e promover reflexões sobre a rotina da Sociedade Civil dentro dos comitês, a partir do debate sobre as forças e fragilidades envolvidas. Após as discussões em grupo, os temas levantados foram compartilhados e debatidos de forma ampliada entre todos os participantes.

De acordo com o coordenador do evento e presidente do CBH Suaçuí, Hernani Santana, a atividade buscou valorizar a participação ativa dos conselheiros. “A ideia foi colocar todo mundo para trabalhar de forma conjunta, pensando na rotina da Sociedade Civil dentro dos comitês. Fomentamos um debate a partir das forças e fragilidades dessa atuação e trouxemos os conselheiros para o centro da programação do encontro”, explicou.

Ao final da dinâmica, os participantes puderam consolidar as principais pautas que demandam atenção e avanços, contribuindo para o fortalecimento e o crescimento contínuo do segmento da Sociedade Civil nos comitês de bacias hidrográficas, bem como em outras frentes de atuação, vislumbrando garantir um cuidado eficaz com as águas. 

O Parque Estadual do Rio Doce (PERD)

Os conselheiros participaram de uma visita ao Parque Estadual do Rio Doce para conhecer sua história, importância ambiental e riqueza natural.

O Parque foi criado em 1944 e é a maior reserva contínua de Mata Atlântica de Minas Gerais, com 35.970 hectares. Localizado nos municípios de Marliéria, Timóteo e Dionísio, o parque é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral gerida pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e reconhecido internacionalmente, protegendo mais de 40 lagoas e abrigando uma enorme biodiversidade, como onças e o muriqui-do-norte. Os Rios Doce e Piracicaba são os principais corpos d’água presentes em seu território. 


Além das trilhas ecológicas, os conselheiros estiveram no Centro de Visitantes, onde conheceram as origens do parque, além das espécies nativas da fauna e da flora local. A unidade de conservação abriga milhares de espécies, plantas típicas da Mata Atlântica e cerca de 40 lagoas, sendo considerada uma das áreas mais relevantes para a preservação ambiental em Minas Gerais.

Durante a imersão, os conselheiros também receberam um guia explicativo sobre as aves do parque e um cartaz com informações sobre a reserva florestal.

O local possui trilhas adequadas para as mais diversas idades, oportunidade para lazer e recreação, como a observação da vida silvestre, contemplação da natureza, passeios de barco, pedalinho e atividades de pesca esportiva. Além das atividades de lazer, o PERD ainda é palco de festivais e eventos culturais que acontecem todos os anos. 



  

Karone Marllus Rocha de Oliveira
Membro titular do CBH Manhuaçu - Sociedade Civil
Grupo Gênesis